segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Acólitos-Coroinhas
Acólito é uma palavra grega que significa "aquele que acompanha". Na linguagem litúrgica o acólito é aquela pessoa (adulto ou especialmente a criança) que acompanha, que ajuda a celebração religiosa no altar. Na língua portuguesa, a palavra mais usada é "coroinha", isto é aquela criança que está servindo, enfeitando, coroando o altar.
O acolitato é um ministério muito antigo. Surgiu na Igreja pós apostólica no final do século I. Esse ministério, ou serviço religioso, foi um dos primeiros degraus na formação religioso-litúrgica do presbítero (sacerdote) e ainda hoje é conferido aos candidatos ao sacerdócio. Desde tempos imemoriais o acolitato é exercido por crianças. É uma das formas da participação da criança na Liturgia da Igreja. Segundo antiga tradição da Igreja o primeiro coroinha foi São Tarcísio - considerado o Padroeiro dos coroinhas. Tarcísio era uma criança de 12 anos da Comunidade de Roma. No tempo das perseguições contra a Igreja por parte dos imperadores romanos, os cristãos, bispos, sacerdotes e leigos eram aprisionados e mortos, geralmente em grupos, nos espetáculos circenses do Coliseu romano. ´Nesse tempo, Tarcísio foi encarregado pela Comunidade para levar a comunhão, a eucaristia, para os cristãos presos. Como criança , ele não despertaria suspeitas. Aconteceu , porém, que depois de certo tempo ele foi descoberto e morto a pedradas. Seu corpo repousa hoje na Catacumba romana de São Calisto, se não me falha a memória. Ele passou a ser o santo protetor dos Coroinhas.
No último dia 15 de agosto, dia de São Tarcísio, o Papa Bento XVI presidiu a grande concentração europeia de Coroinhas, com a presença de mais de 60 mil jovens (meninos e meninas) em Roma. Foi uma ruidosa, divertida e descontraída celebração com a meninada usando bicicletas, patins, skate, e se divertindo em Roma.
Na nossa Comunidade foi constituído também esse Ministério. Depois de longa preparação religioso-litúrgica 87 crianças (meninos e meninas) foram investidos como Acólitos da Igreja, no dia 10 de outubro na Matriz numa Missa especial que marcou data - pois foi no dia 10 do mês 10, no ano 2010, às 1o horas!
Hoje os Coroinhas servem na Matriz de Cândido Mota e em todas as Comunidades, da cidade e rurais. Há uma Coordenação Paroquial composta pela Eliane Franciscato com o casal Beth-Miro da Santa Teresinha. Há também as Coordenações locais.
Os coroinhas recebem formação religiosa, humana e litúrgica. Tem reuniões, missas e passeios. A Comunidade aplaudiu o surgimento dos Coroinhas, que encantam e dão colorido especial às nossas liturgias, com suas vestes talares de cor vermelha com sobrepeliz branco. Eles servem ao altar com muita dedicação e compenetração. É um encanto ver hoje a beleza e pureza dessas crianças ao redor do altar - num tempo em que tantas crianças são violentadas pela maldade e monstruosidade de adultos.
Tive a alegria de ser o idealizador e promotor desse Ministério nessa nossa Comunidade de Cândido Mota. Agorau vou-me embora, dia 27 deste mês, com a minha tansferência para a cidade de Birigui. Mas deixarei aqui muitos filhos e filhas espirituais que rezarão por mim na candura de suas preces. Um abraço aos meus queridos Coroinhas, aos seus pais, Coodenadores e a toda essa querida Comunidade de Cândido Mota.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Tristeza, por favor vai embora
Olá amigos, amigas que leem essas mal traçada linhas. Tenho escrito alguma coisa para passar pequenas mensagens de evangelho e de otimismo. E vou continuar escrevendo. Para algumas pessoas essas palavras talvez possam ajudar a enfrentar a dureza da vida.
Hoje escrevo para falar que a tristeza minha deveria ir embora! Isso porque tenho que partir; na minha vida franciscana tenho que peregrinar, é vida itinerante. Informo, pois, que fui transferido desta pacata, religiosa, fraterna e solidária cidade de Cândido Mota para a cidade de Birigui. Esta é 13.ª transferência nos meus 47 anos de sacerdote. Acho que "itinerei" o bastante. Comecei por S. Paulo, em seguida Taubaté, São Paulo novamente, Santos, S.J. do Rio Preto, Roma, Sumaré, Birigui, Dracena, Penapólis, novamente Dracena-Penápolis, Cândido Mota e Birigui. Eu estava muito bem nessa minha Fraternidade e cidade. Mas havia uma dificuldade na minha vida de trabalho: além da Paróqjuia eu tenho compromissos com a Fauldade de Filosofia e Teologia de Marilia (FAJOPA) que toma boa parte de meu tempo; além do que dou asssessoria a Dioceses e Paróquias que estão na rota da Marechal Rondon: Araçatuba, Lins, Bauru, Botucatu, bem como Marília e Assis e P. Prudente. Tinha grande dificuldade para atender a todas, além das aulas em Piracicab e Rio Claro. Estando em Birigui terei melhores condições para realizar esses trabalhos. É por isso que vou-me embora, com tristeza. Mas devo ir. Agradeço a toda a cidade, aos muitos amigos que por aqui fiz. Às crianças e catequistas, aos casais do ECC, casais da Pastoral Familiar e do grupo de Casais em 2.ª União, além dos queridos Coroinhas e suas Coordenações. Que Deus abençoe a todos por terem me suportado e peço desculpas e mesmo perdão a quem tenha ofendido,. Obrigado, Deus os abençoe. Levo um pedacinho de vocês comigo.
Hoje escrevo para falar que a tristeza minha deveria ir embora! Isso porque tenho que partir; na minha vida franciscana tenho que peregrinar, é vida itinerante. Informo, pois, que fui transferido desta pacata, religiosa, fraterna e solidária cidade de Cândido Mota para a cidade de Birigui. Esta é 13.ª transferência nos meus 47 anos de sacerdote. Acho que "itinerei" o bastante. Comecei por S. Paulo, em seguida Taubaté, São Paulo novamente, Santos, S.J. do Rio Preto, Roma, Sumaré, Birigui, Dracena, Penapólis, novamente Dracena-Penápolis, Cândido Mota e Birigui. Eu estava muito bem nessa minha Fraternidade e cidade. Mas havia uma dificuldade na minha vida de trabalho: além da Paróqjuia eu tenho compromissos com a Fauldade de Filosofia e Teologia de Marilia (FAJOPA) que toma boa parte de meu tempo; além do que dou asssessoria a Dioceses e Paróquias que estão na rota da Marechal Rondon: Araçatuba, Lins, Bauru, Botucatu, bem como Marília e Assis e P. Prudente. Tinha grande dificuldade para atender a todas, além das aulas em Piracicab e Rio Claro. Estando em Birigui terei melhores condições para realizar esses trabalhos. É por isso que vou-me embora, com tristeza. Mas devo ir. Agradeço a toda a cidade, aos muitos amigos que por aqui fiz. Às crianças e catequistas, aos casais do ECC, casais da Pastoral Familiar e do grupo de Casais em 2.ª União, além dos queridos Coroinhas e suas Coordenações. Que Deus abençoe a todos por terem me suportado e peço desculpas e mesmo perdão a quem tenha ofendido,. Obrigado, Deus os abençoe. Levo um pedacinho de vocês comigo.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Peregrinos e forasteiros
São Francisco dizia que os freis deviam ser peregrinos e forasteiros, isto é, deviam ir para todos os lugares a que fossem destinados, não se fixando num só. Na nossa Ordem Franciscana os freis andam muito. Uns mais, outros menos. Quase sempre, quando já se adquiriu certa "estabilidade" de lugar, de amigos,de trabalhos, acontecem as mudanças ou transferências para outras cidades. Eu sou franciscano-capuchinho; resido na cidade de Cândido Mota (SP); trabalho na assistência religiosa à Comunidade e sou professor universitário em Marília (SP), há 26 anos. Mas este final de ano (2010) é tempo de transferências trienais. Isso mexe muito com a sensibilidade, afetividade e segurança de cada um de nós. Mas devemos obedecer; as trasnferências são trabalhadas, discutidas; não há opressão e nem imposições descabidas. Assim sendo também eu estou agora à disposição da Ordem, podendo permanecer aqui nessa cidade bem como recomeçar o trabalho em outras plagas. Embora já tenha sido transferidso 12 vezes, não estou isento de novo destino. Fico e ficamos no aguardo dos contatos com a Diretoria nos próximos dias. Que Deus nos ilumine.
A serenidade
O livro dos Provérbios diz: "um coração sereno é vida para o corpo" (14,30); e Jesus diz que a lâmpada de nosso corpo são os olhos (Mt 6,22). Você já teve a experiência de que quando nós nos irritamos, quando perdemos a serenidade, a tranquilidade, a calma, nosso corpo sofre. Há uma simbiose entre espírito e corpo, um interfere no outro. Nós fechamos o semblante, o coração se descompassa, nossos olhos fulminam, a pressão sobe. Nossa luz se torna escuridão.
A serenidade é grande virtude. E virtude se conquista. Virtude é força. Essa força vem de nossa luta no dia-a-dia e são os acontecimentos diários que vão solidificando essa virtude. As coisas do dia-a-dia são matrizes dessa solidificação. Por isso é preciso praticar a serenidade quando somos testados; por ex. no trânsito , com o nosso carro; perdemos grandes oportunidades de praticar a virtude da serenidade; é mais fácil xingar, destratar, humilhar o infrator do que relevar o erro dele. Serenidade vem do latim: serénitas que quer dizer limpidez, brilho, clareza. Serenidade é como noite de luar; é sinônimo de calma, tranquilidade. Existe até uma gênero de música chamado "serenata". Coisa serena, límpida como a lua; por isso as serenatas são feitas preferivelmente em noites de luar... Não tome calmante para a serenidade. Quem cura nossas brabezas é o nosso coração. Com calma, serenidade, você viverá muito mais e melhor.
A serenidade é grande virtude. E virtude se conquista. Virtude é força. Essa força vem de nossa luta no dia-a-dia e são os acontecimentos diários que vão solidificando essa virtude. As coisas do dia-a-dia são matrizes dessa solidificação. Por isso é preciso praticar a serenidade quando somos testados; por ex. no trânsito , com o nosso carro; perdemos grandes oportunidades de praticar a virtude da serenidade; é mais fácil xingar, destratar, humilhar o infrator do que relevar o erro dele. Serenidade vem do latim: serénitas que quer dizer limpidez, brilho, clareza. Serenidade é como noite de luar; é sinônimo de calma, tranquilidade. Existe até uma gênero de música chamado "serenata". Coisa serena, límpida como a lua; por isso as serenatas são feitas preferivelmente em noites de luar... Não tome calmante para a serenidade. Quem cura nossas brabezas é o nosso coração. Com calma, serenidade, você viverá muito mais e melhor.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Política, exotismo, religião
No dia 31 deste mês elegeremos o novo(a) presidente(a) do Braisl. Fato importante em toda democracia que se preze. O que não vale dizer que a nossa democracia seja exemplo para outras democracias. No atual embate por cargos políticos e votos, candidatos de todos os partidos têm enveredado pelos caminhos da religião, do exotico, do extravagante.
Num país cristão, de maioria católica, as investidas dos candidatos que se escoram na religão são logicamente de evangélicos e católicos. Exceções à parte. Nas primeiras eleições desconhecissimos candidatos se revestiram do manto religioso para tentar eleger-se. Houve aqueles que citavam seus cargos ou ministérios em igrejas; outros citavam passagens e livros bíblicos tentando convencer possíveis eleitores com a máscara da religião (nem sempre bem vivida) mais do que com projetos sociais, possíveis, necessários, urgentes. Ao final do primeiro turno, parece-me que nao foi a religião o melhor cabo eleitoral desses cidadãos, visto que a grande maioria deles não se elegeu. O apelo à religião se nivelou a extravagâncias , como a de candidatos e candidatas que recorriam a apelidos excêntricos que escapam às normas usais do bom senso dando mais valor à sua máscara do que à sua competência
Se numa democracia tais posturas são possíveis, deveriam ao mesmo tempo suscitar o espírito crítico da legislação eleitoral para que houvesse certa postura mais adulta, mais civilizada, menos caricata e infantil quando da inscrição de candidatos junto aos cartórios ou tribunais eleitorais. A democracia não pode ser assim banalizada.
Na última etapa do processo eleitoral que será a eleição do(a) presidente(a) do país a religião voltou aos palanques televisivos e da imprensa. Foram deixados em segundo plano, ou sumariamente lembrados, os projetos sociais, as propostas de governo, os problemas nacionais, as necessidades imensas do povo para deterem-se os partidos e candidatos na discussão de temas polêmicos que envovlem a opção religiosa. Sem dúvida as confissões religiosas têm direito, numa democracia, a levantarem sua voz quando candidatos qurendo surfar nas ondas da religião pretendem fazer-se intérprete da fé.
Nesse sentido, têm razão as posições da CNBB quando oficialmente de se pronuncia e doutras denomições religiosas sérias.
Num país cristão, de maioria católica, as investidas dos candidatos que se escoram na religão são logicamente de evangélicos e católicos. Exceções à parte. Nas primeiras eleições desconhecissimos candidatos se revestiram do manto religioso para tentar eleger-se. Houve aqueles que citavam seus cargos ou ministérios em igrejas; outros citavam passagens e livros bíblicos tentando convencer possíveis eleitores com a máscara da religião (nem sempre bem vivida) mais do que com projetos sociais, possíveis, necessários, urgentes. Ao final do primeiro turno, parece-me que nao foi a religião o melhor cabo eleitoral desses cidadãos, visto que a grande maioria deles não se elegeu. O apelo à religião se nivelou a extravagâncias , como a de candidatos e candidatas que recorriam a apelidos excêntricos que escapam às normas usais do bom senso dando mais valor à sua máscara do que à sua competência
Se numa democracia tais posturas são possíveis, deveriam ao mesmo tempo suscitar o espírito crítico da legislação eleitoral para que houvesse certa postura mais adulta, mais civilizada, menos caricata e infantil quando da inscrição de candidatos junto aos cartórios ou tribunais eleitorais. A democracia não pode ser assim banalizada.
Na última etapa do processo eleitoral que será a eleição do(a) presidente(a) do país a religião voltou aos palanques televisivos e da imprensa. Foram deixados em segundo plano, ou sumariamente lembrados, os projetos sociais, as propostas de governo, os problemas nacionais, as necessidades imensas do povo para deterem-se os partidos e candidatos na discussão de temas polêmicos que envovlem a opção religiosa. Sem dúvida as confissões religiosas têm direito, numa democracia, a levantarem sua voz quando candidatos qurendo surfar nas ondas da religião pretendem fazer-se intérprete da fé.
Nesse sentido, têm razão as posições da CNBB quando oficialmente de se pronuncia e doutras denomições religiosas sérias.
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